quarta-feira, 13 de abril de 2016

Adolescentes de escolas de Natal estão sendo alertados sobre os efeitos provocados pelo uso de anabolizantes.

Por Marcos Neruber*
Os anabolizantes são substâncias sintéticas similares aos hormônios sexuais masculinos que aumentam a massa muscular e o desenvolvimento de características masculinizantes. A massa corporal aumenta devido a maior capacidade do corpo em absorver proteína. Além disso, promovem retenção de líquido, provocando inchaço dos músculos.
Geralmente, os anabolizantes, ou bombas, como também são chamados, são administrados oralmente em cápsulas e tabletes ou injetadas diretamente no músculo. “Embora muitos não saibam, o anabolizante é uma substância de uso médico, pois estimula o ganho de peso em pacientes terminais (câncer e AIDS), na osteoporose (menor deposição de cálcio ósseo), em distúrbios de crescimento (baixa estatura) e disfunção hormonal em homens. Entretanto, são ministrados em doses terapêuticas e necessitam sempre de prescrição médica para sua aquisição”, explica a pesquisadora.

Usada indiscriminadamente, a substância provoca efeitos devastadores na saúde como desenvolvimento de acne, redução da função sexual, alterações de comportamento como o aumento da agressividade e nervosismo, problemas cardíacos, como o infarto, e hepático, câncer, derrame cerebral e até a morte. 
A iniciativa do projeto é da professora do Departamento de Fisiologia da 
Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN), Maria Teresa Mota.
 De acordo com a pesquisadora, não se sabe até que ponto os problemas ocasionados pelo uso das “bombas” são reversíveis. Além disso, muitos desses efeitos são de longo prazo, como aqueles que afetam o funcionamento do coração. “O uso de anabolizantes é semelhante a um vício, quando se para, perde-se muito rapidamente o efeito conquistado. Isso faz com que o indivíduo volte a buscá-los com a ilusão de que tudo voltará a ser como antes. O que ele não consegue perceber é o risco de morte que está correndo”, alerta Maria Teresa.
Outros efeitos
No homem: os testículos diminuem de tamanho, a contagem de espermatozoides é reduzida, impotência, infertilidade, calvície, ginecomastia (ou desenvolvimento de mamas, que pode necessitar de cirurgia para ser eliminada), dificuldade ou dor para urinar e aumento da próstata.
Na mulher: crescimento de pelos faciais, alterações ou ausência de ciclo menstrual, aumento do clitóris, voz grossa, diminuição de seios. No adolescente: o anabolizante pode provocar maturação esquelética prematura e puberdade acelerada, levando a um crescimento raquítico, provocando estatura baixa.
Os usuários podem experimentar, ainda, um ciúme doentio, ilusões, podendo apresentar distorção de juízo em relação a sentimentos de invencibilidade, distração, confusão mental e esquecimentos. Podem desenvolver, também, distorção de julgamento do próprio corpo (dismorfia corporal), tendo a falsa sensação de que estão com a musculatura pouco desenvolvida.
A variação de humor, incluindo irritabilidade e nervosismo provocados pelo abuso de anabolizantes, pode chegar à agressividade e à raiva incontroláveis. Usuários, frequentemente, tornam-se clinicamente deprimidos quando param de tomar a droga, até porque perdem a massa muscular que adquiriram; um sintoma que pode contribuir para a dependência.
Importante destacar que alguns problemas são irreversíveis, ou seja, mesmo na ausência do anabolizante não há retorno da condição normal.

* Marcos Neruber é Assessor de Comunicação do Centro de Biociências/UFRN.


Contato: (84) 9.8797-3356

Matéria retirada da Internet





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